Olá, penadores!

Não há dúvidas que o estardalhaço que se tem feito acerca da suposta morte de Osama Bin Laden tem uma função simbólica. Afinal, desde o 11 de setembro, vencer o terrorista seria, simbolicamente, vencer o próprio terrorismo.

Evidentemente, que a guerra ao terror está longe de terminar, quiçá agora, infelizmente, tenhamos novos sangrentos capítulos, sob o pretexto de vingança. Torço, sinceramente, para que não ocorra, mas é bom o Obama abrir o olho.

Mas, em meio a toda essa euforia que fez o mundo – com exceção de alguns países e facções do oriente médio, para quem Osama era um líder, um santo e agora, um mártir – fazer declarações de excomunhão ao terrorista, um detalhe, pouco noticiado pela grande imprensa, chamou-me atenção.

É que, segundo alguns jornais, após matarem Osama Bin Laden, os americanos tiveram absoluto cuidado em seguir os preceitos do islã no funeral do terrorista. De acordo com a CNN, o cadáver do terrorista foi lavado, envolto em um lençol branco limpo, posto sobre um tablado de madeira e o jogado no mar da Arábia.

Espere ai! A meu sentir, tem caroço nesse angu! Ora, como é que se pode explicar que os EUA tenham tido tanto respeito pelo homem que, para eles, é causador do maior massacre terrorista já sofrido por um país ocidental? O homem que, desrespeitando crenças, dogmas, pessoas inocentes, matou milhares naquele fatídico 11 de setembro? Que espécie de respeito é esse que fez os americanos seguirem protocolos fúnebres, para quem desrespeitou todas as possíveis convenções humanas, políticas, religiosas...?

Alguns talvez digam que a intenção dos EUA foi não atrair a ira e o descrédito do Islã, nem criar um “local de veneração” num eventual túmulo do terrorista. Outros podem arguir que os EUA pretenderam tratar a morte de Osama com respeito, assegurando-lhe a legitimidade (que, independente de qualquer coisa, entendo ter sido) e, por isso, a observância aos protocolos de funeral.

Na verdade, tais argumentos não se sustentam, afinal, o mais grave – que foi matar à emboscada, sem chance de defesa – os Estados Unidos, acertadamente, supostamente fizeram. Não houve respeito (nem era pra ter tido mesmo). Então, se a morte de Bin Laden não atrair a ira do Islã, não torná-lo um santo mártir para seus seguidores e não provocar uma série de revoltas e planos de vingança, certamente, não seria a não observância de regras de funeral que o iria fazer. A morte, sem dúvida, para os seguidores de Bin Laden, é ofensa absolutamente maior que a não realização de funeral sob os preceitos islâmicos.

Para mim, a morte do homem mais procurado do mundo merecia a exposição de seu corpo, num museu público de grande notoriedade, por pelo menos uma semana, para que todos quantos quisessem se certificassem que, de fato, o procurado estava morto. Algo parecido com o que ocorreu com Lampião, aqui no nordeste. Ah, mas tal ato poderia causar uma revolta nos adoradores de Bin Lader... Meus amigos, se houver vingança, tenham certeza, esta já está sendo programada.

Sinceramente, esta morte, sem corpo, está-me soando um tanto quanto estranha. Eu só espero que a desejada morte de Osama Bin Lader, com todos os mistérios do “descarte” apressado de seu corpo, nada tenha a ver com a crise de popularidade que afeta o governo do democrata Barack Obama, nem com a escancarada fase de perecimento de poder político mundial que os EUA tem enfrentado.