Quando Wellington Menezes de Oliveira, de 24 anos, invadiu a Escola Municipal Tasso da Silveira, no bairro do Realengo, zona oeste do Rio de Janeiro, na manhã do dia 7 de abril, ele matou 12 crianças. Os disparos do ex-estudante da instituição também deixaram 11 jovens feridos, que tiveram que ser levados para hospitais, onde foram operados e aguardaram a recuperação.

Dois estudantes ainda permanecem internados. Um menino de 13 anos, baleado no olho direito e operado no Hospital Estadual Adão Pereira Nunes, e um menina da mesma idade, atingida no abdômen e na coluna, operada no Hospital Estadual Albert Schweitzer e transferida para o mesmo hospital onde o menino se encontra.

As aulas foram retomadas onze dias depois da chacina, em uma segunda-feira, 18. Entretanto, para as onze famílias das crianças baleadas pelo assassino e que ainda estão se recuperando, a vida parece continuar de cabeça para baixo. Alguns, além do trauma físico e psicológico, também enfrentam dificuldades financeiras.

Após a tragédia, o prefeito carioca, Eduardo Paes, anunciou que as vítimas receberiam ajuda e seriam indenizadas pelo poder público. No entanto, sua assessoria informa que a Procuradoria e a Defensoria ainda não definiram os valores que serão pagos, quem receberá (Só as famílias das crianças assassinadas? Ou os parentes dos feridos também ganharão o benefício?) e quais os prazos de pagamento.

Além disso, a Prefeitura também não informou de que forma pretende organizar o benefício. Se entrará em contato com as famílias ou se elas precisarão procurar algum órgão para se cadastrar.

O iG foi ouvir alguns desses sobreviventes para saber o que vivenciaram, como estão e o que esperam do futuro.