Em busca de saúde, cada vez mais pessoas procuram restaurantes e lojas especializadas em alimentos naturais. Há vinte anos Salvador contava com três cozinhas naturais, hoje são vinte, oferecendo um almoço mais saudável.
Lojinhas que vendem cápsulas de óleo, farinhas especiais, chás medicinais, castanhas e frutas desidratadas num mesmo espaço, simplesmente não existiam há uma década.
Atualmente representam um mercado em crescimento como comprova a empresária Rita Batista de Argolo, que abriu a segunda loja deste tipo em quatro anos. “Segundo pesquisa, até 2014 a previsão é crescer de 26% a 30% no mercado de alimentos naturais. A gente investe. Temos boas perspectivas e retorno do mercado”, diz.
De olho neste mercado duas irmãs resolveram apostar no chá de oliveira que combate a gastrite, no gengibre contra asma. Elas abriram o novo negócio este ano.
“Decidimos trocar porque o mercado estava vindo nesta tendência. Nós já tínhamos vontade de abrir um negócio próprio e unimos o útil ao agradável. Abrimos um negócio em uma área que a gente gosta muito. Está surgindo uma geração que já tem o hábito de consumir produtos saudáveis, produtos naturais e alimentos integrais”.
Alimentos Funcionais
A linhaça é um alimento funcional. Tem potente ação antinflamatória. A melhor maneira da linhaça ser consumida é em forma de farinha.
“Quando você tritura mais, você tem um melhor aproveitamento. Então a forma em grão, a gente precisa passar por processo de digestão, que muitas vezes a gente não tem uma mastigação ideal, então quanto mais você processar, melhor você vai ter esse aproveitamento”, explica a nutricionista Silvia Lustosa.
Os alimentos funcionais já ganham espaço nos mercados tradicionais e populares como a ceasinha do Rio Vermelho. Glória veio de Iaçu,a 300km quilômetros de Salvador, para montar um box no mercado há vinte anos: ela nem sabia o que era alimento funcional.
A novidade no mercado é o mix de frutas levemente desidratadas, mamão, abacaxi, maçã, uvas, que viram merenda e até almoço entre os clientes.
Alimentação Macrobiótica
Professor Tomiu Kikuchi foi quem introduziu a alimentação macrobiótica no Brasil há mais de cinquenta anos. Aos 85 anos com mais de quarenta livros lançados ele fala sobre comida com a milenar sabedoria japonesa.
“Maior erro é a inversão da alimentação indispensável e dispensável. Tem que comer mais indispensável do que dispensável. Quando inverte, complica, confunde. Perde o controle de originalidade, normalidade, regularidade, vitalidade e imunidade. Nosso organismo é um laboratório vivo, ambulante. Quem percebe nosso funcionamento do laboratório? Quem percebe pode prevenir. Tem que encontrar a comida preparada para viver pela boca e não morrer pela boca”, explica.