O suposto pai da criança recém-nascida abandonada em uma caçamba de entulho, na Praia Grande (litoral de SP), fez um exame de DNA, na manhã desta terça-feira (26). A informação foi confirmada pelo advogado Everton Ribeiro Alves da Silva, que defende a mãe do bebê e o vigia.

Os dois trabalhavam juntos em uma casa de acolhida na Praia Grande e tiveram um caso há cerca de um ano. O vigia, segundo o advogado, disse ter certeza ser o pai da criança, pois não teria visto a mulher com nenhum outro homem neste período.

- Em um momento, eles estiveram em uma relação, que culminou em uma chamada gravidez indesejada. Ela escondeu dos amigos e da família e o vigia só ficou sabendo depois que as imagens do abandono vieram à tona.

Ainda de acordo com Silva, o funcionário se mostrou disposto a ficar com a criança caso ele seja o pai dela. Ele é casado há mais de 20 anos e tem três filhos.

- Ele não se furtou de sua responsabilidade. Se for o pai, vai assumir a paternidade.

No domingo (24), a defesa entrou com um pedido de liberdade, na comarca de Santos, que estava de plantão neste final de semana. O processo, junto com a solicitação foi encaminhado, na segunda-feira (25), para a Comarca de Praia Grande, onde aconteceu o caso. Antes de ser avaliado pelo juíz, os argumentos serão avaliados pelo Ministério Público.

A menina deixada na caçamba de lixo na semana passada tem idade estimada em menos de 15 dias e pesa 2,5 kg. Ela estava dentro de uma sacola plástica e foi vista por acaso por uma pessoa que passava em frente a uma escola na rua Guanabara, no bairro Boqueirão. Ela está internada na UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) do Hospital Irmã Dulce.

O advogado explicou que a mãe sofre de depressão pós-parto, o que explicaria a violência com ela que teria abandonado a criança.