Cerca de dez mil pessoas, de acordo com os cálculos da Guarda Municipal, acompanharam a encenação da Paixão de Cristo realizada na noite desta Sexta-feira Santa em Florianópolis. O palco do espetáculo foi o bairro do Ribeirão da Ilha, um dos mais antigos da capital catarinense.
A encenação feita por cerca de 120 pessoas, entre moradores da comunidade e artistas, é realizada há 18 anos diante da Igreja Nossa Senhora da Lapa, uma das mais antigas de Santa Catarina. Este ano, a apresentação abordou, além da saga de Jesus Cristo, temas como o aquecimento global e o respeito ao meio ambiente.
Na primeira fase da apresentação, que durou cerca de três horas, foi mostrada a importância de ações como a reciclagem de lixo e a preservação ambiental. Um ator que representava "Satanás" falava da necessidade de acumular lucro sem respeito aos preceitos ambientais. Índios foram levados ao palco para mostrar a importância da terra e do meio ambiente.
"Se vocês acreditam em Deus, devem acumular lucro e devastar o planeta. Ele não é misericordioso? Não trará catástrofes mesmo que vocês devastem o planeta", disse o artista que representava o Mal. "Temos que fazer a nossa parte para salvar e preservar o planeta, que é uma criação de meu Pai", respondia "Jesus".
A encenação emocionou o público. Em vários momentos, o "Jesus Cristo" empolgou os presentes ao interagir e conversar com a platéia. A professora aposentada Andiara Domingos, 59 anos, chorou durante a encenação. Ela acompanha o evento há onze anos consecutivos e disse que a questão ambiental foi um dos pontos mais emocionantes.
"O interessante dessa apresentação no Ribeirão da llha é que a cada ano são debatidos temas atuais", disse. "Adaptar a questão da reciclagem de lixo e da preservação ao sofrimento de Cristo é importante para fazer a