Tropas do ditador sírio abriram fogo contra opositores que participavam do funeral de manifestantes mortos ontem durante protestos contra o governo do ditador Bashar Assad. Ao menos seis morreram hoje, segundo testemunhas.
Os disparos teriam ocorrido em dois funerais: em Douma (perto da capital Damasco) e no vilarejo de Izraa. No primeiro, quatro teriam sido mortos pelas forças de segurança sírias.
Segundo testemunhas, cerca de 50 mil participaram dos dois funerais. Não se pôde confirmar o relato porque a Síria expulsou e restringiu o acesso de jornalistas ao país. A testemunha falou sob condição de anonimato por temer represálias.
CONFRONTOS
Até hoje, mais de cem pessoas teriam morrido num dos dias mais sangrento desde que começaram as manifestações contra o regime sírio, segundo o grupo The Syrian Revolution. Os números divergem de outros previamente divulgados, de 88 vítimas.
Segundo ativistas da oposição, algumas áreas de Damasco amanheceram cercadas pelo Exército e a polícia, enquanto na cidade central de Homs as autoridades rejeitam entregar os cadáveres a suas famílias até que estas digam à televisão que grupos de salafistas mataram seus filhos.
Não houve pronunciamentos do governo de Damasco sobre os distúrbios.
De acordo com organismos de direitos humanos, cerca de 200 pessoas morreram desde que, em meados de março, se intensificaram os protestos políticos na Síria, que começaram em fevereiro.