O presidente sírio, Bachar al-Assad, promulgou um decreto nesta quinta-feira ratificando o estado de emergência, em vigor no país desde 1963, anunciou a televisão pública local. A lei de emergência impõe restrições à liberdade de reunião e de deslocamento e permite a detenção de suspeitos ou pessoas que ameacem a segurança.

O governo também anunciou a abolição da Corte de Segurança do Estado, um tribunal de exceção, assim como a lei que regulamente o direito de manifestação. A televisão estatal disse que Assad assinou a legislação "para encerrar o estado de emergência na Síria".

A Anistia Internacional expressou satisfação com os anúncios e pediu a Assad uma ação imediata e concreta para que acabar com a onda de assassinatos de militantes opositores pelas forças de segurança.

Assad chegou ao poder no ano 2000, após a morte do pai Hafez. Mais de um mês após o início dos protestos na Síria, as manifestações se tornaram mais radicais e passaram dos pedidos por reformas a exigências pela queda do regime.

Inspirado por revoltas no mundo árabe, milhares de sírios realizaram manifestações ao redor do país exigindo reformas, dando a Assad o mais sério desafio a seu governo. Grupos de direitos humanos afirmam que mais de 200 pessoas foram mortas.