“Não temos portas fechadas, mas o reajuste já foi dado”, declarou o secretário de Defesa Social do estado, Coronel Dário César, sobre o indicativo de greve dos policiais civis, anunciado ontem. A categoria deve paralisar todas as atividades, por tempo indeterminado, logo após o feriado da semana santa. O secretário esteve reunido com o Governador Teotônio Vilela, na manhã desta terça-feira (19), na formação de novos soldados.
Até a próxima terça-feira, os policiais esperam uma nova proposta do governo, já que os agentes recusaram o reajuste de 5,91% proposto para os servidores públicos.
Dário César explicou que os policiais terão quer arcar com todos os resultados da ilegalidade da greve, além das despesas aplicadas pela justiça, em greve passadas. Segundo ele, o Tribunal de Justiça decretou a ilegalidade da greve e aplicou uma multa no valor de R$ 100 mil ao dia. “Além dessa multa, todas as todas as punições administrativas serão cobradas”, enfatizou Dário.
O governador Teotônio Vilela, apelou para que os policiais não entrem em greve. “Ele sabem a importância para sociedade. Mas o aumento que nós poderíamos dar, já foi dado”, completou Téo.
A principal reivindicação dos agentes da Polícia Civil é a equiparação salarial com o piso dos delegados. O presidente do Sindpol, Carlos Jorge disse que os policiais querem que o salário deles seja equivalente a 60% do valor recebido pelos delegados, que é de R$ 12 mil em início de carreira. Atualmente, os agentes recebem R$ 1.818.

