O presidente do Conselho Europeu da União Europeia (UE), Herman van Rompuy, defendeu neste domingo que a coalizão internacional que combate na Líbia mantenha a pressão militar no país para conseguir a saída de Muammar Kadafi do poder.
Em entrevista divulgada pela rádio "RFI", Van Rompuy assinalou que o regime de Kadafi está "enfraquecido" e se mostrou favorável a continuar com a intervenção no marco da Otan até que o líder "abandone" o poder.
É o objetivo principal", afirmou Van Rampuy, que deu razão aos presidentes dos Estados Unidos, Barack Obama, e da França, Nicolas Sarkozy, e ao primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, que recentemente publicaram um artigo conjunto no qual assinalavam que a intervenção na Líbia visa à queda do líder líbio.
O presidente do Conselho Europeu indicou que não se pode proteger adequadamente a população civil líbia "se não há um abandono das tropas pró-Kadafi".
Por outro lado, Van Rompuy disse que a Europa "desperdiçou a chance" de adotar uma posição comum sobre o Conselho Nacional de Transição (CNT) - órgão criado pelos rebeldes para servir como Governo de transição -, mas evitou citar países específicos para ilustrar as divergências surgidas na UE