A Secretaria de Estado de Saúde e Defesa Civil do Rio de Janeiro informou, às 10h50 deste domingo (10), o estado de saúde das dez vítimas (sendo oito meninos e duas meninas) do massacre de quinta-feira (7) na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, na zona oeste. No ataque, 12 alunos morreram: dez meninas e dois meninos.

Uma menina de 13 anos, que foi atingida no abdome e na coluna, estava em estado grave no hospital Estadual Adão Pereira Nunes até a tarde de sábado (9). De acordo com o boletim, ela apresentou melhora e está estável. A adolescente foi operada na sexta-feira (8) no hospital Estadual Albert Schweitzer e transferida para o Adão Pereira Nunes. Ela está lúcida, acordada e respira espontaneamente.

Na mesma unidade está um menino de 13 anos que foi baleado no olho direito e já foi operado. O paciente está no pós-operatório de neurocirurgia, em estado grave e sedado. Ele respira com a ajuda de aparelhos, mas está estável. Os dois pacientes continuam no CTI pediátrico.

No hospital Estadual Alberto Torres, um adolescente de 14 anos, que sofreu uma lesão vascular grave no ombro direito, foi operado, passa bem e permanece no CTI (Centro de Tratamento Intensivo) pediátrico.

Outras vítimas se encontram no hospital Estadual Albert Schweitzer. Um jovem de 13 anos teve uma fratura de antebraço, mantém-se estável e continua em observação. Um adolescente de 14 anos, baleado no abdome e na mão, permanece sedado, respirando com o auxílio de aparelhos, em estado grave, sob cuidados intensivos.

Já o de 12 anos, baleado no abdome, foi encaminhado ao CTI pediátrico, sem previsão de alta, sendo acompanhado pela equipe de cirurgia geral, ortopedia e pediatria. Ele respira espontaneamente e o quadro de saúde dele é estável, com melhora clínica.

No Into (Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia), uma vítima de 13 anos que foi baleada no braço passa bem. Outra da mesma idade, baleada nas mãos, também passa bem após a cirurgia e está em observação pelos médicos. As duas permanecem internadas na enfermaria da pediatria e estão estáveis.

O paciente do hospital Universitário Pedro Ernesto, de 13 anos, baleado na perna e no braço, encontra-se estável, consciente e lúcido, com boa evolução.

A vítima que se encontra no hospital da Polícia Militar e tem 14 anos foi baleada na cabeça, na mão e na clavícula. Ela foi operada na quinta-feira (6), encontra-se estável e passa bem. A adolescente está internada na enfermaria, onde passará por avaliação pela equipe de operação buco maxilo para verificar a necessidade de cirurgia reparatória.

Entenda o caso

Por volta das 8h de quinta-feira (7), Wellington Menezes de Oliveira, 23 anos (a polícia chegou a divulgar que ela tinha 24 anos, mas a idade foi corrigida posteriormente), ex-aluno da Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, na zona oeste do Rio de Janeiro, entrou no colégio após ser reconhecido por uma professora e dizer que faria uma palestra (a escola completava 40 anos e realizava uma série de eventos comemorativos).

Armado com dois revólveres de calibres 32 e 38, ele invadiu uma sala de aula no primeiro andar e outra no segundo, e fez vários disparos contra estudantes que assistiam às aulas. Ao menos 12 morreram e outros 12 ficaram feridos, sendo três em estado grave, de acordo com levantamento da Secretaria Estadual de Saúde.

Duas adolescentes baleadas, uma delas na cabeça, conseguiram fugir e correram em busca de socorro. Na rua Piraquara, a 160 m da escola, elas foram amparadas por um bombeiro. O sargento Márcio Alexandre Alves, de 38 anos, lotado no BPRv (Batalhão de Polícia de Trânsito Rodoviário), seguiu rapidamente para a escola e atirou contra a barriga do criminoso, após ter a arma apontada para si. Ao cair na escada, o jovem se matou atirando contra a própria cabeça.

Com ele, havia uma carta em que anunciava que cometeria o suicídio. O ex-aluno fazia referência a questões de natureza religiosa, pedia para ser colocado em um lençol branco na hora do sepultamento, queria ser enterrado ao lado da sepultura da mãe e ainda pedia perdão a Deus.

Os corpos dos estudantes e do atirador foram levados para o IML (Instituto Médico Legal), no centro do Rio de Janeiro, para serem reconhecidos pelas famílias. Onze estudantes foram enterrados na sexta-feira (8) e uma foi cremada na manhã de sábado (9).

O corpo do atirador permanece no IML. Ele ficará no local por até 15 dias aguardando reconhecimento por parte de um familiar e liberação para enterro. Caso isso não ocorra, o homem de 23 anos pode ser enterrado como indigente.