O secretário estadual de Saúde do Rio de Janeiro, Sérgio Côrtes, visitou neste sábado hospitais onde estão internados feridos no ataque à Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, zona oeste do Rio. Primeiro, ele passou pelo Hospital Alberto Torres, onde está um jovem de 14 anos ferido gravemente no ombro direito durante o atentado. J. O. S. foi operado, passa bem e está lúcido no CTI pediátrico.

Depois, esteve no Hospital Albert Schweitzer, visitando as três vítimas que estão internadas na instituição, primeira a receber os feridos na escola. Um dos alunos internados, E. C. A. A., 14 anos, está em estado grave. Ele foi baleado no abdome e na mão e permanece sedado, respirando por auxílio de aparelhos.

Côrtes foi ainda ao Hospital Adão Pereira Nunes (Saracuruna), onde estão internadas outras duas vítimas graves, ambas de 13 anos. L. V. S. F., 13 anos, foi baleado no olho direito e operado. Está em pós-operatório de neurocirurgia. Sedado, respira com ajuda de aparelhos. T. T. M., 13 anos, foi atingida no abdome e na coluna. Foi operada na quinta-feira no Hospital Albert Schweitzer. Está em pós-operatório, lúcida, e já respira espontaneamente.

A pasta vem acompanhando e divulgando boletins com os quadros clínicos das vítimas internadas. Côrtes tem conversado com médicos que acompanham os feridos e com parentes das vítimas.

Atentado
Um homem matou 12 estudantes a tiros ao invadir a Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, zona oeste do Rio de Janeiro, na manhã do dia 7 de abril. Wellington Menezes de Oliveira, 24 anos, era ex-aluno da instituição de ensino e, segundo a polícia, se suicidou logo após o atentado. O atirador portava duas armas e utilizava dispositivos para recarregar os revólveres rapidamente. As vítimas tinham entre 12 e 14 anos. Outras 18 ficaram feridas.

Wellington entrou no local alegando ser palestrante. Ele se dirigiu até uma sala de aula e passou a atirar na cabeça de alunos. A ação só foi interrompida com a chegada de um sargento da Polícia Militar, que estava a duas quadras da escola quando foi acionado. Ele conseguiu acertar o atirador, que se matou em seguida. Numa carta, Wellington não deu razões para o ataque - apenas pediu perdão a Deus e que nenhuma pessoa "impura" tocasse em seu corpo.