Pelo menos seis pessoas morreram na explosão registrada nesta sexta-feira no escritório da Ceni (Comissão Eleitoral Nacional Independente) da Nigéria na localidade de Suleja, a maioria membros do Serviço da Juventude Nacional, informou a imprensa local neste sábado.

Apesar do ataque, o presidente da Ceni, Attahiru Jega, advertiu que o organismo não permitirá que os autores "deste ato covarde afundem o sonho nigeriano de eleições limpas e justas", pelo que a jornada de votações do pleito legislativo prevista para este sábado se desenvolverá conforme o previsto.

Esta explosão foi a segunda ocorrida em Suleja em dois meses. A primeira, em março, matou 12 pessoas.

O presidente do país mais populoso da África, Goodluck Jonathan, condenou o que tachou de "ataque abjeto" e urgiu as forças de segurança nigerianas a uma minuciosa proteção de todas as dependências da Ceni.

A explosão aconteceu um dia antes do início da primeira das três jornadas de eleições que serão realizadas consecutivamente na Nigéria: hoje serão as legislativas na maior parte do país; em 16, as presidenciais; e em 26, as estaduais.

No último sábado, dia fixado inicialmente para a realização do pleito legislativo, a Ceni decidiu pelo adiamento do processo por falta de material eleitoral básico em algumas zonas.

Embora a votação tenha sido postergada para a segunda-feira, vários partidos da oposição rejeitaram a data alegando falta de tempo para reparar as falhas, pelo que a jornada eleitoral foi transferida para hoje.

Ainda assim, a Ceni informou há dois dias que as votações para o Senado não serão realizadas neste sábado em 15 das 109 circunscrições, enquanto as votações para a Câmara serão adiadas em 48 das 360 circunscrições pela persistência de algumas complicações.