produção de veículos no Brasil bateu recorde no primeiro trimestre do ano, com a fabricação de 902.148 automóveis, comerciais leves, ônibus e caminhões.
De acordo com os dados divulgados nesta quinta-feira pela Anfavea (associação das montadoras), houve acréscimo de 7,9% no confronto com o mesmo período no ano passado.
Considerando apenas março (319.363), houve diminuição de 0,4% ante fevereiro e recuo de 6,0% no comparativo com igual intervalo em 2010.
Já as exportações somaram 67.764 unidades em março, com redução de 7,6% em relação ao mês anterior e de 2,7% no confronto anual. Considerando o resultado nos três primeiros meses do ano (195.723), houve incremento, de 14,3%.
As vendas de veículos novos também bateram mais um recorde no primeiro trimestre, com o emplacamento de 825.161 unidades, apesar das medidas de restrição ao crédito tomadas pelo Banco Central em dezembro.
Os licenciamentos apresentaram elevação de 4,7% no confronto com igual período no ano passado. Apenas em março (306.135), as vendas cresceram 11,7% no comparativo com fevereiro, mas recuaram 13,5% ante o mesmo intervalo no ano passado, que teve um impulso extra por causa do IPI reduzido.
O número de empregados nas montadoras somou 120.580 trabalhadores ao final do mês passado, superando o patamar contabilizado em fevereiro (119.570).
Levando em conta também os funcionários em fabricantes de máquinas agrícolas, a indústria empregava 139.548 pessoas, também acima dos 138.437 registrados no mês anterior.
CRÉDITO
O saldo das carteiras de financiamento para a compra de veículos por consumidores ficou estável em R$ 188,6 bilhões em fevereiro --último dado divulgado-- na comparação com dezembro, de acordo com a Anef (Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras).
Para a entidade, a estagnação é sinal de que começaram a surtir efeitos as medidas macroprudenciais adotadas pelo Banco Central no final do ano passado.
A elevação no saldo do CDC (Crédito Direto ao Consumidor), de R$ 140,3 bilhões para R$146,8 bilhões, foi compensada pela redução no leasing, que caiu de R$ 48,3 bilhões para R$ 41,8 bilhões.
Segundo o presidente da Anef, Décio Carbonari de Almeida, esse movimento mostra uma mudança de cenário. 'Antes tínhamos crescimento mês a mês durante o ano todo', afirma o executivo.
A taxa média de juros praticada pelas associadas à associação fechou fevereiro em 1,55% ao mês (20,27% ao ano), ante 1,42% ao mês (18,44% ao ano) em dezembro. Em janeiro, era 1,53% ao mês (19,99% ao ano).
A inadimplência acima de 90 dias para CDC subiu de 2,6% para 2,8%. Já os planos de financiamento permaneceram na média de 44 meses.