A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) oscila sem tendência firme nos primeiros negócios desta quinta-feira, enquanto o dólar atinge novos preços mínimos neste ano, recuando para seus patamares mais baixos desde o início de agosto de 2008.
Ontem à noite, após o encerramento dos mercados, o governo baixou uma nova norma, ampliando o prazo para incidência do IOF (imposto sobre operações financeiras) sobre empréstimos externos, de 360 para 720 dias. A medida, no entanto, teve uma avaliação cética no mercado financeiro.
O Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa paulista, tem baixa de 0,14%, aos 68.940 pontos. Ontem, a Bovespa fechou em queda de 1,15%.
Na Europa, a Bolsa de Londres tem leve queda de 0,05%; em Frankfurt, o índice Dax, da Bolsa de Frankfurt, recua 0,10%.
O dólar comercial é negociado por R$ 1,958, em queda de 1,05%. A taxa de risco-país 167 pontos, número 3,08% acima da pontuação anterior.
Entre as primeiras notícias do dia, o Banco Central Europeu elevou a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, para 1,25% ao ano, em linha com as expectativas do setor financeiro.
Ontem à noite, Portugal advertiu que realmente vai pedir auxílio à União Europeia, candidatando-se a um pacote de socorro financeiro, como foi o caso de Grécia e Irlanda no ano passado.
E nos EUA, o Departamento de Trabalho revelou que os pedidos iniciais de auxílio-desemprego somavam 382 mil até a semana passada, o que representa uma redução de 10 mil registros na comparação com número anteriormente divulgado. Economistas do setor financeiro projetavam um número até maior, de 384 mil.
No front doméstico, o IBGE apontou uma inflação de 0,79% em março, ante 0,80% em fevereiro, conforme a leitura do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), utilizado para o regime de metas do governo. Nos últimos 12 meses, o IPCA acumula alta de 6,30%, cada vez mais próxima do teto da meta estipulada pelo governo, de 6,50%.