Todas as provas obtidas pela Polícia Federal (PF) na operação Castelo de Areia foram anuladas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). A PF apurou as informações a partir da quebra de sigilo telefônico dos suspeitos, na operação que investiga um esquema de evasão de divisas, lavagem de dinheiro, crimes financeiros e repasses ilícitos para políticos, envolvendo três executivos da Construtora Camargo Corrêa.

Os ministros entenderam que a denúncia anônima foi o único fundamento para autorização judicial das interceptações, o que não é admitido por jurisprudência consolidada do STJ e do Supremo Tribunal Federal (STF). Dois habeas-corpus que questionavam a legalidade da operação foram parcialmente concedidos.

A operação recebeu o nome de Castelo de Areia por investigar supostos crimes cometidos dentro da Camargo Corrêa, uma grande construtora nacional. A quadrilha, segundo a PF, movimentava dinheiro "sem origem lícita aparente" por meio de empresas de fachada e operações com doleiros.