O ministro de Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, advertiu nesta quarta-feira contra uma eventual ajuda da Otan aos rebeldes líbios que combatem o regime de Muammar Kadafi, já que isso constituiria "ingerência em uma guerra civil".
"Isto não foi autorizado pelo Conselho de Segurança (da ONU)", disse Lavrov em entrevista coletiva, citado pela agência de notícias Interfax. Ele também comentou os pedidos de ajuda à Aliança Atlântica feitos pelos rebeldes líbios, que denunciaram massacres cometidos pelas forças de Kadafi na cidade de Misrata.
O chefe da diplomacia russa ressaltou que seu país quer "esclarecer o que há por trás desses pedidos e o que pensam sobre eles os países que assumiram a responsabilidade pelo cumprimento da resolução do Conselho de Segurança".
Lavrov, que fez essas declarações ao término de suas conversas com a ministra de Relações Exteriores de Bangladesh, Dipu Moni, insistiu que as reformas não podem ser impostas pela "força militar" no Oriente Médio e no Norte da África.
"Está claro que, na maioria desses países, as reformas amadureceram. Está claro que a população quer passos mais ativos para resolver os problemas sócio-econômicos e garantir o pluralismo político", afirmou.
Ao mesmo tempo, o ministro de Exteriores russo enfatizou que essas soluções "devem ser abordados" na mesa de negociações, e não impostas pela força.