O fragmento de satélite que ameaçava colidir com a Estação Espacial Internacional (ISS) nesta terça-feira (5) passou longe do complexo espacial e seus tripulantes não precisaram se refugiar na nave Soyuz, como estava previsto, informou a Nasa, agência espacial americana.
O controle da missão em Houston vigiava desde o início da manhã de ontem a peça de um satélite chinês destruído em 2007, que se aproximava com velocidade da ISS, calculava que ela passaria a 4,5 km da estação. Como a trajetória do lixo espacial em algumas ocasiões é incerta, a Nasa ativou o código "vermelho" de segurança já que não tinham tempo suficiente para corrigir o rumo da ISS.
O comandante Dmitri Kondratyev e os engenheiros de voo, Cady Coleman e Paolo Nespoli, tinham sido advertidos que caso continuassem nesse nível de alerta, teriam que refugiar-se na nave espacial Soyuz, na qual chegaram em dezembro passado.
- Não há tempo suficiente para redirigir o rumo da estação, como foi feito na sexta-feira passada (1º) devido a outra peça de resíduo, por isso que se a probabilidade da colisão seguir em "alerta vermelho", a equipe terá que deslocar-se à Soyuz TMA-20.
No entanto, duas horas antes do possível choque, a Nasa constatou que não corria perigo para a estação. O satélite chinês foi destruído em 2007 somando-se assim às mais de 19 mil peças de lixo espacial que circulam na órbita da Terra, segundo informações da Nasa.
Após o sinal verde da Nasa, a tripulação continuou com as tarefas atribuídas para o dia. Nespoli preparou o equipamento necessário para as caminhadas espaciais que a tripulação da missão STS-134 realizará quando chegar o Endeavour em maio.
Enquanto isso, Ron Garan, astronauta da Nasa, e os cosmonautas russos Andrey Borisenko e Samokutyaev Alexander continuam a viagem rumo a estação a bordo da Soyuz TMA-21, que partiu nesta terça-feira (5) às 19h18, no horário de Brasília, da base de Baikonur, no Cazaquistão.
O trio se acoplará ao módulo Poisk às 20h18, no horário de Brasília, desta quarta-feira (6). Com isso, a tripulação da Expedição 27 voltará a ser de seis membros. O trio iniciará uma missão de quase seis meses a bordo da ISS, a plataforma de estudos científicos que fica a cerca de 350 km da Terra.