O domingo nas redes sociais de Alagoas .principalmente o twitter, foi marcados pela notícia de que o major do Corpo de Bombeiros, Carlos Burity foi preso administrativamente após ter criticado a estrutura de sua corporação para a Imprensa durante a ação do Corpo de Bombeiros ontem que apagava um incêndio no Pavilhão do Artesanato na Pajuçara.
O pedido de prisão se desenhou as sete horas da manhã quando o secretário de Defesa Social e coronel da Policia Militar de Alagoas, Dário Cesar twitou que “As org militares são fundadas na hierarquia e disciplina através dos séculos. Qualquer tentativa de sua inobservância tem q ser reprimida!”.
O Cadaminuto fez com exclusividade uma matéria a respeito do problema e duas horas depois o próprio Major entrou no twitter para dizer que havia sido preso, classificando como ditatorial a ação que foi pedida pelo próprio secretário.
Em poucas horas vários internautas entraram no twitter e criaram o movimento #soltaburity, que foi endossado pelo prefeito de Arapiraca, Luciano Barbosa, opositor do governador Teotônio Vilela que postou em seu twitter.
@Luciano_Barbosa Essa não pode ser a prática de um estado q lutou pelo fim da ditadura, e q deseja liberdade de expressão.
Entre as várias críticas ao governo o único secretário que se manifestou foi Marcos Fireman, mas ele apenas defendeu o governador dizendo que “Teotônio não teria mandado prender ninguém e que o responsável pela prisão ira esclarecer os fatos que motivaram esse ato” disse ele sabendo que foi o próprio secretário Dário Cesar que pediu a prisão.
A única figura pública que foi contra a corrente e defendeu o secretário foi o presidente da OAB-AL, Omar Coelho, que disparou:
@Omarcoelho oSecretário @dariocesar_ tá no caminho certo.Qto ao Burity,ao invés de chilique,deveria usar os meios legais
O Cadaminuto ligou para o Major Burity que mesmo preso divulgou o seu telefone e está concebendo entrevistas e ele disse . “Só tenho a agradecer as manifestações das pessoas pelo twitter, várias delas já ligaram para mim, muito obrigado” disse ele.
Rapidamente o pedido de prisão do major, um documento privado da Policia Militar, vazou na internet, e várias pessoas se manifestaram.





