Em encontro de lideranças e dos oito governadores do partido em Belo Horizonte, a direção do PSDB anunciou a criação de um conselho político que vai visar, principalmente, melhorar a imagem e a comunicação da sigla. O governador de Goiás, Marconi Perillo explicou que o conselho terá como objetivo "assessorar e colaborar na formação de ideias, no gerenciamento de crises, na elaboração de projetos e na forma como partido deve lidar com o governo federal".

O conselho tucano terá 14 integrantes: o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso; o senador Aécio Neves; o ex-governador de São Paulo, José Serra; o presidente nacional do partido, deputado federal Sérgio Guerra; também o presidente nacional do Instituto Teotônio Vilela (ITV), Luiz Paulo Vellozo Lucas; além de um representante da Câmara dos Deputados ainda a ser escolhido e os oito governadores do partido: Antonio Anastasia (Minas Gerais), Anchieta Júnior (Roraima), Beto Richa (Paraná), Geraldo Alckmin (São Paulo), Marconi Perillo (Goiás), Simão Jatene (Pará), Siqueira Campos (Tocantins) e Teotônio Vilela Filho (Alagoas).

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, sugeriu para presidir o conselho o ex-candidato a presidência, José Serra: "Eu defendo que o Serra tenha uma participação efetiva no conselho. (...) Uma das nossas preocupações é a de que, aqueles que não têm mandatos tenham espaço político", disse. Perguntados se a criação do conselho seria uma forma de encaixar José Serra em uma função de maior relevância dentro do partido, o governador do Pará, Simão Jatene, respondeu: "É diminuir o conselho dizer que ele está sendo criado para resolver o problema desta ou daquela pessoa no partido. (...) A discussão da presidência vamos ver primeiro se o conselho será aprovado (pela direção do partido)", disse. "O conselho vem dar mais cara de Brasil ao partido", concluiu.