Os países da Otan não chegaram a um acordo nesta quarta-feira sobre assumir a liderança da operação militar na Líbia, que por enquanto está sob comando dos EUA, disse um diplomata da aliança militar ocidental.

Após embaixadores dos 28 países da Otan terem se reunido para um terceiro dia de encontros em Bruxelas, o diplomata disse: "Nenhuma decisão sobre nada".

Prosseguem as diferenças sobre a aplicação da zona de exclusão área sobre a Líbia determinada pela ONU e as operações militares para proteger civis, e qual deve ser a amplitude da missão, disse ele.

Líbia: de protestos contra Kadafi a guerra civil e intervenção internacional
Motivados pela onda de protestos que levaram à queda os longevos presidentes da Tunísia e do Egito, os líbios começaram a sair às ruas das principais cidades do país em meados de fevereiro para contestar o líder Muammar Kadafi, no comando do país desde a revolução de 1969. Mais de um mês depois, no entanto, os protestos evoluíram para uma guerra civil que cindiu a Líbia em batalhas pelo controle de cidades estratégicas.

A violência dos confrontos entre as forças de Kadafi e a resistência rebelde, durante os quais milhares morreram e multidões fugiram do país, gerou a reação da comunidade internacional. Após medidas mais simbólicas que efetivas, o Conselho de Segurança da ONU aprovou a instauração de uma zona de exclusão aérea no país. Menos de 48 horas depois, no dia 21 de março, começou a ofensiva da coalizão, com ataques de França, Reino Unido e Estados Unidos.