Pouco mais de um mês após um trágico incêndio, a Cidade do Samba passa por uma das maiores inspeções de segurança de sua história. O motivo é a possível visita da primeira-dama dos Estados Unidos, Michelle Obama, no domingo. Agentes do serviço secreto norte-americano voltaram a vistoriar, nesta sexta-feira, as instalações da fábrica do carnaval carioca - mais especificamente, o barracão da vice-campeã Unidos da Tijuca. Eles também observaram atentamente os quatro galpões destruídos pelo fogo.
Lá, Michelle deverá ser recebida pelo carnavalesco Paulo Barros, que prepara um show com seus mirabolantes carros alegóricos. Mas, por questões de segurança, foram vetados muitos dos efeitos especiais que a escola levou para a Avenida. Pela manhã, funcionários da agremiação trabalhavam duro para retirar os cilindros de nitrogênio das alegorias. O material, altamente inflamável, foi considerado um risco pelos norte-americanos. O esquema de segurança nos acessos da Cidade do Samba também está reforçado.
O passeio da primeira-dama dos EUA na tarde de domingo, durante o discurso do marido, estava entre a Cidade do Samba e o Jardim Botânico. O ponto turístico da zona sul foi cortado da lista ontem. Mas nada é certa no roteiro do casal Obama. O presidente já cancelou o evento público na Cinelândia, optando por falar para um seleto grupo de convidados dentro do Theatro Municipal, que tem lotação máxima de 2.361 lugares.
A família Obama também já trocou de hotel. O Sheraton, criticado pelas autoridades por ficar em frente à favela do Vidigal, foi substituído pelo Marriot, na Praia de Copacabana. No entanto, o policiamento permanece reforçado nas imediações do Vidigal.