A idoneidade profissional de George Sanguinetti foi questionada por um promotor de justiça de Pernambuco durante um julgamento ocorrido nesta quarta-feira (16), no Fórum Thomaz de Aquino, no Centro de Recife. Na ocasião, o representante do MP pediu a decretação da prisão do alagoano.

Sanguinetti foi arrolado pelas testemunhas de defesa do psicólogo e empresário Marco Antônio de Miranda, acusado de assassinar por asfixia, em 2004, a esposa Soraya Ferreira Matos, na época com 16 anos de idade, bairro do Espinheiro, em Recife.

O legista iria depor sobre a perícia que realizou na cena do crime na época do incidente. Mas o promotor da 4ª Vara do Tribunal do Júri, José Edivaldo da Silva, expôs ao Conselho de Sentença dos Jurados um documento expedido pela Secretaria de Estado da Defesa Social (SEDS) de Alagoas, indicando que o Dr. George nunca foi médico legista nem pertenceu aos quadros estatutários, tampouco teria sido concursado.

De acordo com o documento, George Sanguinetti teria atuado apenas como diretor do Instituto de Medicina Legal (IML), razão pela qual não poderia ter atuado como Médico Legista. A Sociedade Brasileira de Medicina Legal reforçou a indicação da SEDS.

O promotor pediu, então, a decretação da prisão em flagrante de George Sanguinetti, que se defendeu dizendo que era Coronel Médico Reformado da Polícia Militar em Alagoas e que somente poderia ser preso na presença de seu Comandante.

O Juiz entendeu que não era o caso de ser decretada a prisão do Dr. Sanguinetti e determinou a remessa de cópia dos autos para a Central de Inquéritos para que o MPPE apurasse os crimes apontados pelo Promotor do caso.

Fonte: JC Online