Os desastres naturais que afetaram o Japão na última semana desviaram o foco da tenista russa Maria Sharapova da disputa do WTA de Indian Wells, que teve início na semana passada.

O vazamento das instalações de uma usina nuclear, por conta dos tremores de terra, fez aumentar o temor de uma repetição do mais grave desatre nuclear da história, que aconteceu em Chernobyl (terra da família de Sharapova) há 25 anos.

Para a russa, que falou após derrotar a francesa Aravane Rezai, por duplo 6/2, nesta segunda-feira, seria surpreendente que acidentes como esse voltem a acontecer 25 anos depois.

Sharapova teria dito ainda que acontecimentos dessa natureza transformam a perspectiva de vida dela, e que se sente especialmente chateada por a tragédia acontecer no Japão, país de onde diz guardar grandes lembranças. Sharapova, que vestia camisa fazendo referência ao aniversário de 25 anos do desastre em Chernobyl, viveu importantes momentos de sua carreira juvenil disputando torneios no país.

O pior acidente nuclear da história aconteceu na Ucrânia, mas espalhou rastros de radiatividade por centenas de quilômetros, impactando países vizinhos, como a Rússia e a Bielorrússia e tornando várias regiões inabitáveis.

Sharapova não chegou a ser afetada pelas sequelas do desastre. Mesmo assim, a atleta se tornou uma ativista em prol da assistência às vítimas de Chernobyl, a ponto de doar US$ 100 mil dólares para a causa.

A tenista ressaltou que trabalha para aumentar a conscientização das pessoas quanto a essa questão, lembrando que mesmo hoje, 25 anos depois, há crianças, filhas de vítimas, nascendo com limitações decorrentes dos efeitos da poluição.

Sharapova nasceu em 19 de abril de 1987 (pouco mais de um ano depois da tragédia), na Sibéria, Rússia, para onde seus pais se mudaram após Chernobyl.

Aos nove anos de idade, a russa se mudou com o pai, Yuri Sharapov, para a Flórida, nos Estados Unidos, para treinar na academia do prestigiado treinador Nick Bollettieri.