Uma policial sueca que participou em alguns interrogatórios vinculados à investigação das acusações de estupro e agressões sexuais que pesam contra o fundador do site WikiLeaks, Julian Assange, é amiga de uma das mulheres que o denunciaram à Justiça. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (10) o jornal sueco Expressen.
De acordo com a publicação, a troca de mensagens no Facebook entre a policial e uma das supostas vítimas demonstra que elas se conheciam antes de serem feitas as acusações contra o australiano. As duas também fizeram comentários contrários a Assange.
"Vamos Claes Borgström!", escreveu, em fevereiro passado, a policial referindo-se ao advogado das duas suecas com quem Assange manteve relações sexuais em agosto do ano passado.
O nome da investigadora de polícia não foi identificado.
Defesa de Assange diz que relação é muito grave
Segundo o Expressen, a investigadora conhecia uma das supostas vítimas, descrita pela Justiça britânica como "Senhorita A". Ambas são ativistas do partido social-democrata, onde se conheceram.
Os advogados do australiano reagiram imediatamente às revelações. Para o defensor de Assange, Björn Hurtig, trata-se de uma situação muito grave e anormal. Já o advogado das mulheres classificou a notícia de "fato menor e sem interesse" para a investigação.
Borgström, o advogado das duas suecas, insistiu que a notícia "não tem nenhum interesse ou impacto para a continuação do processo".