O Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj) abriu sindicância nesta quinta-feira para apurar responsabilidades e fazer vistorias nos equipamentos do Instituto Fernandes Figueira (IFF), da Fiocruz, no Flamengo, onde um bebê de 17 dias teve a perna direita amputada após ser submetido a uma cirurgia no cérebro.
Kamyle Vitória do Nascimento nasceu com hidroanencefalia, doença que causa acúmulo de líquido no cérebro, e foi operada no dia 1º para drenar esses fluidos. Mas, durante a cirurgia, a placa do bisturi elétrico provocou uma grave queimadura na perna da menina, que precisou ser amputada. Ela permanece internada no berçário da unidade. Segundo o último boletim médico, seu quadro clínico é estável.
A mãe da criança, Karen Caroline do Nascimento Silva, 20 anos, garantiu que vai processar o instituto por negligência. Ela registrou queixa de lesão corporal na 9ª DP (Catete). Moradora de Duque de Caxias, Karen descobriu que a filha tinha hidroanencefalia no quinto mês de gravidez. Desde então, ela estava sendo acompanhada pelos médicos do IFF.