O juiz José Carlos de França Carvalho não deve decidir nesta sexta-feira (11) se o acusado de matar a adolescente Eloá Pimentel, Lindemberg Alves, deverá ir a júri popular. Nesta manhã, a Justiça paulista começou a refazer a audiência de instrução por determinação do STJ (Superior Tribunal de Justiça).
A sessão para ouvir as testemunhas de acusação teve início às 10h10 no Fórum de Santo André, no ABC paulista. Por volta de 12h30, o magistrado ouvia Victor Lopes de Campos, um dos meninos que também ficou refém no início do sequestro da jovem. Antes dele, foram ouvidos Nayara Rodrigues, amiga da vítima, e o irmão de Eloá, Everton Douglas Pimentel.
Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo, o réu só não acompanhou o depoimento de Nayara. Ela contou que Lindemberg, que era namorado de Eloá, sempre perguntava à adolescente o porquê do relacionamento deles ter terminado. Ainda faltam ser ouvidos Iago Vilela de Oliveira, outro jovem que também esteve no apartamento como refém, e um dos policiais que participaram da invasão da casa.
Ao final dessa audiência, o juiz deverá marcar uma data para ouvir 13 testemunhas listadas pela defesa do réu. Também devem ser ouvidas as pessoas arroladas pelo juiz. Mas, como elas moram em São Paulo, o depoimento será por carta precatória no Fórum de Santana, na zona norte de São Paulo. As oitivas estão marcadas para a próxima quarta-feira (16).
Só depois de todas as testemunhas, o réu deverá ser interrogado. O que não há previsão para acontecer. A defesa do acusado sustenta a tese de que o tiro que matou a jovem partiu de um policial e pediu para ter direito de contestar as provas posteriormente juntadas aos autos.
Crime
Eloá, na época com 15 anos, foi assassinada em outubro de 2008, no bairro de Jardim Santo André, em Santo André, após ter sido mantida refém por Lindemberg por quase cem horas. Ela foi morta com dois tiros. Nayara Rodrigues da Silva, que juntamente com outros dois colegas também foi feita refém, ficou ferida.
Integrantes do Gate (Grupo de Ações Táticas Especiais) da Polícia Militar alegam que invadiram o apartamento após terem ouvido um tiro. Eloá teve morte cerebral confirmada dois dias depois do crime. Nayara levou um tiro no rosto e se recuperou completamente.
