O jornalista brasileiro Andrei Netto, enviado especial à Líbia pelo jornal O Estado de S. Paulo, foi libertado nesta quinta-feira (10) segundo informou o diário. Netto está abrigado na casa do embaixador do Brasil em Trípoli, George Ney Fernandes, após ter sido capturado por forças leais ao ditador Muammar Gaddafi oito dias atrás.

O jornalista está bem e irá retornar à França, onde vive, nesta sexta-feira (11), informou O Estado de S. Paulo. Não há previsão de retorno ao Brasil.


Em entrevista ao R7, o embaixador da Líbia no Brasil, Salem Exubedi, confirmou a libertação de Netto. Ele também divulgou uma nota dizendo que o repórter foi detido para sua própria "proteção", uma vez que entrou "no país ilegalmente pela fronteira com a Tunísia" (veja a íntegra da nota no blog da jornalista Christina Lemos).

Vinicius Netto, irmão do jornalista, disse à BBC Brasil que Netto está bem de saúde, embora tenha recebido uma coronhada nos primeiros dias em que esteve detido.

A direção de O Estado de S. Paulo informou nesta quarta-feira (9) que havia perdido o contato com o repórter que fazia a cobertura na área de Zawiya – uma das regiões onde os conflitos são mais intensos.

A presidente Dilma Rousseff também pediu medidas urgentes para a saída de Netto da prisão.

 


O jornalista atuava como correspondente em Paris e já havia participado de diversas coberturas internacionais importantes.

Ontem, uma equipe da TV britânica BBC relatou ter sido presa e agredida por tropas do ditador líbio. Eles afirmaram terem ouvido sons de gritos e de pessoas sendo torturadas.