Uma jovem que recebeu ameaças de morte após recentemente ter se tornado a chefe de polícia na violenta cidade mexicana de Praxedis G. Guerrero, está nos Estados Unidos e tenta conseguir asilo, autoridades dos dois países informaram nesta terça-feira.
Marisol Valles Garcia, 20, tornou-se manchete de jornais do mundo inteiro quando aceitou o cargo na localidade, perto da fronteira com o Estado americano do Texas e que sofre com a violência dos cartéis de drogas. O predecessor dela havia morrido baleado em julho de 2009.
Garcia agora está nos EUA e terá permissão de apresentar seu caso para um juiz de imigração, de acordo com a agência de imigração americana.
A cidade está no Estado mexicano de Chihuahua, onde o ombudsman Gustavo de la Rosa confirmou que Garcia estava nos EUA e disse que ela deu início ao pedido formal de exílio.
Nem a agência americana nem De la Rosa informaram onde Garcia está, citando preocupações de privacidade e de segurança;
A violência gerada pelo tráfico transformou a cidade de Praxedis G. Guerrero, de apenas 8.500 habitantes, de uma série de calmas comunidades agrícolas em uma terra sem lei. Duas gangues rivais --os cartéis de Juarez e Sinaloa-- brigam pelo controle da única estrada da localidade, uma lucrativa rota de tráfico de drogas ao longo da fronteira com o Texas.
Moradores dizem que a jovem chefe de polícia recebeu ameaças de morte, e De la Rosa afirmou que houve ao menos uma tentativa de sequestrá-la.
Autoridades locais deram a ela uma licença de 2 de março a 7 de março para viajar aos EUA para resolver questões pessoais, mas ela nunca voltou.
Garcia foi oficialmente demitida na segunda-feira (7) por aparentemente abandonar seu posto.
A jovem ainda era uma estudante de criminologia quando aceitou o trabalho de dirigir 12 policiais. À época, ela disse que pretendia ir de porta em porta na cidade para procurar por criminosos e ensinar valores às famílias.