O impasse em relação ao destino da Taça das Bolinhas desagrada ao goleiro Rogério Ceni. Para o camisa 1 do São Paulo, o fato de o troféu ficar com o Tricolor ou com o Flamengo nem é o principal ponto da questão. Ceni está chateado com as discussões e o racha entre dirigentes dos dois clubes por conta da taça e acredita que nenhuma das diretorias está agindo de má fé no caso, mas sim, algum interessado na desunião entre os clubes brasileiros.

- Fui lá porque fui convidado para receber a taça, e recebi com o maior prazer porque fiz parte de alguns dos títulos que deram o direito ao São Paulo de receber essa taça. Mas, se eu soubesse que alguém conseguiria ter essa ideia de dar a taça para um, depois reconhecer o título do outro para poder jogar um clube contra o outro e poder separar... Sempre vamos na boa vontade porque é uma taça de valor para o clube, o São Paulo queria muito essa taça - afirmou o goleiro, depois da vitória por 2 a 0 sobre o São Caetano, sábado.

Primeiro, o São Paulo recebeu a taça na sede da Caixa Econômica Federal (CEF). Uma semana depois, porém, a CBF reconheceu o título brasileiro do Flamengo em 1987. Assim, o clube carioca foi à Justiça reivindicar a posse do troféu, que premia o primeiro clube pentacampeão do Campeonato Brasileiro.

O atual panorama da situação é favorável ao Flamengo. Na última quinta-feira, o clube conseguiu uma vitória na Justiça após decisão da ministra Isabel Gallotti, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que julgou que a medida cautelar determinada pelo juiz da 50ª Vara Cível do Rio de Janeiro, Gustavo Quintanilha Telles de Menezes, segue válida. Na semana passada, o magistrado decidiu que o São Paulo terá de devolver o troféu para a Caixa. Nesse meio tempo, o Tricolor havia conseguido uma decisão favorável, invalidada depois da medida do STJ. Independentemente da disputa, Rogério Ceni pede uma maior união entre os clubes para que todos fiquem mais fortes.

- Os caras que resolvem fora de campo precisam ter um pouco mais de calma, sentar, resolver. É muita falta de profissionalismo, pois quem tem de ter a paixão é o torcedor. É uma pena que esteja existindo essa briga. Momentaneamente, alguém pode até levar vantagem com isso, mas futuramente o futebol brasileiro vai perder muito com essa desunião dos clubes - alertou o camisa 1.