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Mais de cem pessoas foram sequestradas e cerca de 17 mil ficaram desabrigadas por causa de mais de 50 ataques cometidos pela guerrilha Exército de Libertação do Senhor no leste do Congo, disse em nota o Acnur, agência da ONU para refugiados.
O ELS antes agia no norte de Uganda, mas agora assola também o remoto nordeste da República Democrática do Congo, o vizinho Sudão e República Centro-Africana, apesar das operações militares contra o grupo realizadas pelas forças de paz da ONU e pelos exércitos regionais.
"O Acnur está alarmado com o recrudescimento da violência contra civis pelo ELS", disse a agência, acrescentando que os rebeldes parecem ter como alvo áreas mais povoadas, incluindo as cidades de Dungu e Faradje.
O governo congolês, que enfrenta uma série de outros grupos rebeldes locais e estrangeiros no leste do país, tem sido acusado pelos moradores de subestimar a ameaça representada pelo ELS.
Mas o governo disse que os ataques atribuídos aos ugandenses muitas vezes são realizados por criminosos locais, e que as operações destinadas a expulsar os rebeldes do Congo vêm tendo sucesso.
Ao longo dos anos, dezenas de milhares de pessoas, muitas delas crianças, foram sequestradas para se tornarem combatentes ou escravas sexuais. Acredita-se que a guerrilha tenha apenas algumas centenas de integrantes.