Soldados da Força Nacional de Segurança Pública devem chegar a João Pessoa (PB) no começo da madrugada de quinta-feira. O reforço na segurança do Estado foi um pedido do governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB), por causa da greve de servidores estaduais da segurança pública, iniciada na segunda-feira. O pedido foi feito na terça-feira, e acatado pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, no mesmo dia. Segundo o Ministério da Justiça (MJ), entre policiais civis, militares, bombeiros e agentes penitenciários, há 15 mil servidores paralisados.

De acordo com o MJ, a tropa saiu de Luiziânia (GO), onde fica a base da Força Nacional, às 7h desta quarta-feira, e deverá percorrer de carro cerca de 2.300 km. Os policiais devem chegar na madrugada de quinta-feira, e vão permanecer até o término da greve. O ministério não informou quantos homens enviou ao Estado "por questões de segurança".

Os servidores de segurança entraram em greve porque pleiteiam reajuste salarial. Segundo o coronel Francisco de Assis Silva, presidente do Clube dos Oficiais da Polícia e Bombeiro Militar da Paraíba, o reajuste salarial estava previsto no governo passado, mas foi cancelado no atual governo. "Uma lei aprovada na gestão anterior prevê o ajuste salarial da área da Segurança Pública, mas o governo suspendeu com uma liminar na Justiça", afirmou Silva.

A Procuradoria Geral do Estado da Paraíba entrou, na terça-feira, com uma ação na Justiça para pedir a ilegalidade da paralisação dos policiais do Estado, iniciada na segunda-feira. De acordo com a procuradora-chefe do Estado, Livânia Farias, o Governo acionou a Justiça para assegurar a prestação de serviço essencial à população e manutenção da ordem pública e da paz social. "O Estado não pode ficar sem segurança pública. Esse é um direito do cidadão e um dever do Governo", afirmou ela.