Em assembleia realizada na manhã desta quinta-feira em Salvador, os policiais civis da Bahia decidiram entrar em greve até que os agentes responsáveis pela morte do policial Valmir Borges Gomes, 54 anos, sejam presos. Segundo a versão de Cláudio Lima, diretor jurídico do Sindicato dos Policiais Civis do Estado da Bahia (Sindipoc), o policial foi executado com tiros pelas costas por agentes da Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes (DTE). A decisão ocorre às vésperas do Carnaval, quando a Bahia recebe milhares de turistas.
Eles protestam contra a ação dos colegas, já que afirmam que Valmir poderia ter sido preso sem a necessidade do uso da violência. O jovem e os integrantes das equipes que participaram da operação prestaram depoimento na Corregedoria da Polícia Civil. Os carros envolvidos na troca de tiros estão sendo periciados e todas as armas foram apreendidas.
Outros dois agentes que estavam com Valmir e fugiram no momento do tiroteio serão ouvidos na corregedoria da Polícia Civil. Os policiais saíram da assembleia em passeata com destino à sede do Ministério Público (MP), bairro de Nazaré, na capital. O corpo de Valmir será enterrado às 15h no cemitério Bosque da Paz.
Entenda o caso
O confronto, que resultou na morte de Valmir Gomes, investigador da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos, aconteceu na avenida Paulo VI, uma das mais movimentadas do bairro da Pituba, zona nobre de Salvador. Ele estava acompanhado de outras duas pessoas numa viatura discreta. Os três teriam reagido após terem sido abordados por uma equipe de investigadores da DTE, que foi ao local averiguar uma denúncia de extorsão.
A denúncia foi feita diretamente à Corregedoria Geral da Secretaria da Segurança Pública, que acionou a DTE. Foi relatado que policiais civis estavam exigindo dinheiro para não prender um jovem que estava comprando lança-perfume. Logo depois da ocorrência, policiais civis, sob a liderança do sindicato da categoria, fizeram uma manifestação de protesto em frente à sede da Corregedoria.