O condutor responsável por atropelar 12 ciclistas na sexta-feira (25), em Porto Alegre, ficará no Hospital Parque Belém, sob custódia, onde está internado desde a tarde de terça-feira (1º). Na manhã desta quarta-feira (2), ele foi preso em cumprimento a mandado judicial.
O delegado responsável pelo caso, Gilberto Montenegro, disse que foi uma decisão do médico do homem.
A polícia aguardava o psiquiatra do funcionário do Banco Central Ricardo Neis, 47 anos, para que ele fosse liberado e assim ser conduzido à delegacia e depois ao Presídio Central. No entanto, o homem não recebeu alta. Ele estaria sofrendo de estresse pós-traumático, segundo informou o disse o médico, Hugo Alberto Hoerlle.
- Ele está emocionalmente muito abalado.
O delegado Rodrigo Garcia, de posse do laudo médico, informou que o psiquiatra observou uma possibilidade de Neis se suicidar e, por isso, ele deveria ficar sob cuidados médicos. A polícia deve solicitar ao Judiciário que o condutor seja transferido para o Instituto Psiquiátrico Forense.
Ao mesmo tempo, a defesa do servidor comunicou que fará o pedido de habeas corpus entre esta quarta e quinta-feira (3), já que o preso não se negou a prestar esclarecimentos e contribuiu com as investigações.
Segundo a assessoria de imprensa da instituição, Neis está na ala privativa 2 e policiais fazem a guarda na porta do quarto onde ele está internado. Agentes chegaram ao local às 6h45 e surpreenderam o servidor dormindo. O delegado Rodrigo Garcia disse que quando foi dada a voz de prisão, o homem perguntou qual era o motivo da detenção.
- A informação que a gente tem é que ele estava sedado.
O mandado de prisão foi expedido pela 1ª Vara do Tribunal do Júri na terça-feira (1º). Equipes da Polícia Civil fizeram campana em alguns locais onde Neis poderia estar, entre eles o Parque Belém, na avenida Professor Oscar Pereira.
Histórico de multas
Além da acusação de atropelar o grupo de ciclistas, Ricardo José Neis possui três processos por ameaça e agressão física. No trânsito, seu histórico de multas incluí infração por excesso de velocidade, trânsito na calçada, na contramão, em marcha ré e por conversão proibida, segundo o Ministério Público do Rio Grande do Sul.