Guardas da fronteira dispararam tiros para o alto na tentativa de conter uma multidão que tentava atravessar a fronteira entre a Líbia e a Tunísia, para fugir da repressão do governo do ditador líbio Muammar Gaffadi.
Devido ao grande número de pessoas que tentava deixar país, a maioria estrangeiros, os guardas não estavam conseguindo agilizar a liberação da documentação. Segundo a ONU, só na segunda-feira (28) quase 14 mil pessoas tentaram atravessar a fronteira, o maior número registrado em apenas um dia desde o início dos protestos na Líbia.
Algumas pessoas tentaram pular o muro que separa os países, mas foram alcançadas pelos guardas, segundo informações da Reuters. Uma repórter da agência de notícias viu pelo menos três pessoas desmaiadas sendo retiradas da multidão por equipes médicas.
A situação na fronteira entre Líbia e Tunísia atingiu um nível "crítico", segundo o Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (Acnur).
"Nossas equipes na fronteira entre Líbia e Tunísia nos explicaram esta manhã que a situação na região alcançou um nível crítico", afirmou a porta-voz do Acnur, Melissa Fleming. A organização estima que de 70.000 a 75.000 pessoas tenham fugido da repressão do regime líbio desde 20 de fevereiro.
Segundo o Instituto Internacional para as Migrações , 1.154 cidadãos do Níger regressaram da Líbia na semana passada. Outras 2.000 pessoas da África sub-saariana Africano conseguiram atravessar a fronteira da Líbia, segundo informações da BBC.