Moradores assustados de um bairro de Abidjan, na Costa do Marfim, fugiram de suas casas com seus pertences nesta quinta-feira (24), depois de ouvirem tiros entre forças leais ao presidente Laurent Gbagbo e ex-rebeldes, aliados de seu adversário Alassane Ouattara.
Confrontos também ocorreram no oeste do país, segundo o Exército e oficiais das forças de paz das Nações Unidas, no que aparenta ser um agravamento da disputa pelo poder.
A crise política começou depois das eleições presidenciais de 28 de novembro, que deu vitória ao opositor Ouattara, segundo resultados confirmados pela ONU. No entanto, o presidente Gbagbo contesta o resultado e se nega a abandonar o poder.
Uma fonte as Forças de Defesa e de Segurança (FDS), fieis a Gbagbo, informou à agência de notícias France Presse que os combates ocorreram em Zouan-Hounien, perto da fronteira com a Libéria, depois do ataque a um posto militar por ex-rebeldes das Forças Novas (FN).
Moradores de Abobo, uma base em favor de Ouattara em Abidjan, onde ocorreu o confronto mais violento em três dias, disseram que os tiros foram disparados na manhã desta quinta-feira depois de uma noite de relativa calma.
As FDS esperam a chegada nas próximas horas de importantes reforços procedentes de Duékoué, acrescentou a fonte da France Presse, que não informou sobre mortes.
Um dirigente da FN confirmou os combates, mas acusou as forças leais a Gbagbo de ter iniciado o conflito, um dos mais sérios ocorridos entre os dois grupos desde o início da crise presidencial.