No dia 24 de dezembro de 2010, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) desencadeou a operação denominada Leão de Fogo, anunciada com o objetivo de desbaratar uma rede de adulteração de combustíveis e sonegação de impostos em 10 municípios alagoanos.

A operação, feita em conjunto com a Secretaria da Fazenda do Estado de Alagoas (Sefaz), resultou no fechamento de 12 postos de combustíveis, de três redes diferentes nas cidades de Lagoa da Canoa, Satuba, Messias, Craíbas, Maceió, Barra de São Miguel, Arapiraca, Pilar, União dos Palmares e Atalaia.

A Leão de Fogo contou com 150 policiais rodoviários federais de mais de 14 Estados brasileiros, além de técnicos da Secretaria da Fazenda e de membros do Ministério Público Estadual e Justiça Estadual, foram cumpridos 30 mandados de prisão, busca e apreensão solicitados pelo Grupo de Combate às Organizações Criminosas (Gecoc) do Ministério Público Estadual (MPE), e expedidos pela 17ª Vara Criminal da Capital.

Entre os presos, estava o empresário arapiraquense Cícero Roneicharles dos Santos, proprietário de uma rede formada por cinco postos. Ele foi preso juntamente com alguns funcionários.

Após toda a polêmica ele decidiu falar com a imprensa e, numa entrevista a Rádio Novo Nordeste-AM, de Arapiraca, se defendeu das acusações. O empresário arapiraquense, revelou que sua rede Kally havia sido fiscalizada entre os dias 18 a 22 de novembro pela Agência Nacional de Petróleo e nas amostras colhidas nenhuma irregularidade foi encontrada. Porém, no dia 24, ele disse ter sido surpreendido pela operação e acabou sendo preso pelo período de cinco dias.

Segundo ele, neste período toda a documentação da rede foi examinada pela SEFAZ, enquanto a ANP colheu novas amostras de combustíveis nos dias 29 de novembro de 2010 e 18 de janeiro deste ano. Nos laudos emitidos referentes às novas amostras nenhuma irregularidade foi encontrada.

No dia 26 de janeiro a SEFAZ concluiu a analise da Planilha de Auditoria de Combustíveis, informando não ter encontrado qualquer irregularidade, conforme documento assinado por Marcos Antônio Góes Guedes. No dia 31 de janeiro, autorizou a liberação dos postos para o funcionamento normal, conforme despacho da juíza Ester Manso, do Tribunal de Justiça do Estado de Alagoas.

“Foram 60 dias com meus postos fechados causando enorme prejuízo, mas todo o trabalho de fiscalização da ANP comprovou que não há qualquer irregularidade em relação ao combustível comercializado, comprovando-se, também, que minha empresa não deve nenhum tributo ao Estado ou a União”, concluiu Cícero Roneicharles dos Santos.

Indagado sobre a possibilidade de entrar com alguma ação reparatória, ele afirmou que vai analisar junto aos seus advogados as medidas a serem tomadas, porque, no momento, seu objetivo seria apenas trabalhar para recuperar sua marca.