Os municípios de Palestina e Olivença, no Sertão, serão beneficiados sexta-feira (25) com a entrega de 362 animais do Programa Alagoas Mais Ovinos, que desenvolve ações para fortalecer a cadeia produtiva da ovinocultura no Estado.

A iniciativa faz parte de uma parceria entre o Arranjo Produtivo Local (APL) de Ovinocaprinocultura e a Secretaria de Estado da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário (Seagri), com apoio da Associação dos Criadores de Caprinos e Ovinos de Alagoas (Accoal).

Em cada um dos municípios, 25 famílias já cadastradas pelo APL e pela prefeitura serão beneficiadas. O repasse dos animais ocorre por meio de um contrato de empréstimo e essas famílias têm por obrigação devolver dois animais por ano, após um período de carência de dois anos, que serão usados para inclusão de outros agricultores no programa.

Cada família incluída no programa recebe sete ovelhas mestiças da raça Santa Inês, que é adaptada às condições do semiárido alagoano, e cada grupo de quatro famílias compartilha um carneiro reprodutor P.O. (puro de origem), registrado numa associação nacional.

“Essas famílias também vão receber assistência técnica específica, orientação sobre manejo adequado e formação de banco de forragens”, esclareceu o superintendente de Desenvolvimento Agropecuário, Edson Maruta, da Secretaria de Estado da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário (Seagri).

“O governador Teotonio Vilela determinou que a Secretaria de Agricultura focasse suas ações em prol da melhoria das condições de vida das famílias do campo, por isso conduzimos alguns programas de inclusão produtiva e outros de apoio à comercialização. No caso do Alagoas Mais Ovinos, uma atividade está sendo fortalecida e isso está gerando mais renda no campo para o agricultor familiar”, esclareceu o secretário de Estado da Agricultura, Jorge Dantas.

Até agora, 3,3 mil animais já foram entregues nos municípios beneficiados pelo Programa Alagoas Mais Ovinos. No total, serão repassados cerca de 5,2 mil animais.

“Os animais terão um ganho de carcaça, um ganho de peso, e isso é bom para o agricultor, que vai aumentar sua renda, e pode servir para um abate em escala industrial, uma vez que o rebanho de todo o Estado vai aumentar”, salientou o gestor do APL, Reginaldo Guedes.