Os peritos retomam nesta terça-feira (22) os trabalhos em busca dos restos mortais de presos políticos que desapareceram no período da ditadura militar (1964-1985). Na última segunda-feira (21), as buscas não recomeçaram por causa da chuva.

O principal objetivo é tentar encontrar o corpo do militante Virgílio Gomes da Silva, o Jonas, morto pela ditadura em 1969. A equipe é formada pelo Ministério Público Federal, peritos do Instituto Nacional de Criminalística, da Polícia Federal e profissionais e consultores da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.

Os corpos teriam sido enterrados no Cemitério da Vila Formosa, na capital paulista. Um ossário clandestino existente no local foi aberto no fim de novembro do ano passado, mas os trabalhos foram interrompidos no dia 3 de dezembro.

Entre as ossadas achadas até o momento pode estar a do militante da ALN (Ação Nacional Libertadora) Sérgio Correia.

No dia 14 deste mês, a Polícia Federal montou uma base para identificar as ossadas de desaparecidos políticos em uma sala do IML

 

A procuradora da República Eugênia Augusta Gonzaga e o procurador regional Marlon Alberto Weichert, responsáveis pelo caso, defendem que em Vila Formosa seja erguido um memorial em homenagem às vítimas desaparecidas do regime militar, bem como aos milhares de desconhecidos cujas sepulturas foram violadas pelas alterações ilegais ocorridas no cemitério.