A diversidade dos ritmos e o som dos tambores serão elementos marcantes do Pólo do Maracatu Baque Alagoano com apresentação única no Lago dos Pombos (por trás do Mercado do Jaraguá), no dia 25 de fevereiro, no Jaraguá Folia. Ao som dos tambores, ninguém ficará parado é o que promete os integrantes do Baque.

Apresentação
O Pólo do Maracatu Baque Alagoano ocorre pelo terceiro ano consecutivo. Este ano, a população irá acompanhar as apresentações da Nega da Costa, que o Baque Alagoano homenageia, além do grupo Poesia Musicada no Pandeiro com a dupla Rogério Dias e Fagner Dubrown, e a Escola de Samba Unidos do Poço.

O público terá coco de roda, embolada, poesia, maracatu, samba, além do ritmo diferente do folguedo da Nega da Costa da cidade de Quebrangulo, composto por homens vestidos de mulheres com o corpo pintado de carvão vegetal. Esse folguedo completa101 anos.

Para a estrutura do Pólo, haverá banheiro químico, tenda, palco e decoração. O coordenador Administrativo do Baque Alagoano Rômulo Fernandes destaca que a organização do Pólo do Maracatu Baque Alagoano é uma parceria com o artista plástico Aquiles Escobar, do Bloco Jaraguá é o Bicho.

Programação
19:30h – Bumba-meu-boi
20:00h – Poesia Musicada no Pandeiro
20:30h – Grupo Nega da Costa
21:10h – Bloco Jaraguá é o Bicho
21:40h – Escola de Samba Unidos do Poço
22:00h – Maracatu Baque Alagoano

Resgate
Após a fundação da Associação Maracatu Baque Alagoano, em abril de 2007, o maracatu vem sendo resgatado. Rômulo Fernandes ressalta a importância da valorização a cultura local. “De repente fomos surpreendidos com a repercussão do nosso trabalho. E percebemos a importância para o cenário alagoano. Na medida em que grandes marcas como a Vox, o Parmegiano e o Colégio Intensivo além de entidades como o Sindjus/AL apóiam o projeto, isso significa o reconhecimento do grupo, a seriedade do nosso trabalho”, enfatiza Fernandes.

Nas apresentações, embora o maracatu predomine, o grupo também toca ritmos como coco de roda, guerreiros e baiana para mostrar aos alagoanos a diversidade cultural do Estado, que muita vezes é ignorada.

Cultura e o social
O Maracatu Baque Alagoano também desenvolve projetos culturais com a finalidade de difundir o maracatu e mostrar para os alagoanos que esse folguedo existiu em Alagoas.

O coordenador Administrativo do Baque, Rômulo Fernandes, explica que o maracatu teve seu nascedouro em Alagoas e foi brutalmente reprimido no “Quebra de 1912” (destruição violenta dos terreiros de religiões afros no Estado). De acordo com Rômulo, com o fim da escravatura, o maracatu passou a ocorrer nos terreiros, e com a destruição, o maracatu perdeu sua força.

Atualmente, o Baque é composto por 55 pessoas que se envolvem diretamente com o projeto cultural e social. O Baque Alagoano também traz pessoas que vivem em situação de risco com a finalidade de mostrar nova visão de mundo através da música.

Ensaios
Os ensaios do Maracatu Baque Alagoano ocorrem todos os sábados, a partir das 14 horas, na Praça Marcílio Dias, no Jaraguá. E é totalmente acessível ao público.

História
O Maracatu é uma manifestação cultural que surgiu entre os séculos XVI e XVII, nos cortejos de coroação dos reis do Congo. A coroação acontecia pela indicação dos negros escravos. Para ter um líder, os negros elegiam um rei e uma rainha. Essa cerimônia ocorria em cortejo até a igreja. Com a abolição, o ritual ganhou as ruas, tornando-se um folguedo carnavalesco e folclórico.

Camisas
As camisetas do Bloco do Maracatu Baque Alagoano, para o Jaraguá Folia 2011, já estão à venda e custam R$ 15,00 cada. Os interessados podem reservar por meio do e-mail: [email protected] ou pelos telefones 9997-4515 e 9326-0669.

Contato
Moraes Junior: 82 – 9119-0496