O vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), afirmou nesta quarta-feira (16) que o seu partido vai votar unido a favor da proposta de reajuste do salário mínimo para R$ 545. Segundo ele, o número de votos de peemedebistas favoráveis à proposta do governo pode até surpreender. O partido tem 77 deputados.

- O partido está fechado. É provável que se ultrapassem mais de 60 votos do PMDB. Vai ser até uma surpresa.

Temer ainda afirmou que não acredita que haja uma fragmentação da base governista na votação na Câmara, marcada para hoje à tarde.

- Pode ter até um ou outro voto contrário, mas isso não fragmenta. Tenho a convicção de que a maioria vai votar nos R$ 545.


O vice-presidente voltou a destacar que, com base em cálculos do governo, não é possível conceder um aumento maior do que os R$ 545 propostos pelo Executivo nem mesmo chegar aos R$ 560 como querem as centrais sindicais e alguns partidos de oposição.

- Pelos cálculos, a cada R$ 1 de aumento, são quase R$ 300 milhões a mais nas despesas da Previdência Social.

O projeto de lei que será analisado hoje também estabelece regras para a política de valorização do mínimo para o período de 2012 a 2015. De acordo com a Câmara, a votação desta quarta-feira pode ocorrer em sessão extraordinária, mesmo com a pauta do dia trancada por MPs (medidas provisórias).

Durante a sessão, os deputados também vão votar duas emendas do projeto: uma do PSDB, que defende o valor de R$ 600, e outra, do DEM, que reajusta o mínimo para R$ 560.

Para passar na Câmara, a proposta precisa ser aprovada por 257 deputados (caso todos estejam presentes). Segundo o líder do governo na Casa, o deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), a base governista já tem o apoio de 360 parlamentares.

Depois de votado na Câmara, o projeto deverá ser encaminhado ao Senado. O novo mínimo entrará em vigor a partir do primeiro dia do mês seguinte ao da publicação da lei no Diário Oficial.

No início do ano, uma medida provisória, assinada pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, aumentou o valor do mínimo de R$ 510 para R$ 540.