A Justiça do Rio entrou com uma representação na última sexta-feira, 11, pedindo a nomeação de um guardião, responsabilização da mãe e adoção de medidas protetivas para o filho da ex-modelo Cristina Mortágua. O motivo da representação foi por conta da agressão física e psicológica que ela teria cometido contra seu filho adolescente.
A Representação Administrativa em face de Tereza Cristina da Silva Mortago, conhecida como Cristina Mortágua, foi feita pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, por meio da 5ª Promotoria de Justiça da Infância e Juventude da Capital.
A subscritora da Representação, Promotora de Justiça Renata Carbonel, pediu à Vara da Infância, da Juventude e do Idoso da Capital a nomeação de um guardião, responsabilização da mãe e adoção de medidas protetivas para o menor. Segundo relatório do Conselho Tutelar de Jacarepaguá e Barra da Tijuca e um Registro de Ocorrência da 16ª Delegacia de Polícia, Cristina Mortágua teria agredido o filho na noite do último dia 7 de fevereiro.

De acordo com declarações do menor, Cristina teria xingado, desferido socos, chutes e arremessado objetos contra ele. Na Representação, consta que Mortágua declarou à polícia e à imprensa que as agressões foram motivadas por seu inconformismo quanto à ”homossexualidade e o suposto uso de drogas” pelo filho. Ela também alegou estar sob efeitos de medicamentos controlados para tratamento de transtorno bipolar.

Para a Promotora, essas declarações expuseram o adolescente a uma “situação vexatória e constrangedora, atentando contra sua dignidade”. Renata Carbonel pediu que a avó do menor, Neide da Silva Mortago, seja nomeada sua guardiã provisória e que seja feito estudo social e psicológico da família, além de outras medidas previstas no Artigo 129 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) – incluindo visita domiciliar para averiguar a segurança no ambiente familiar do adolescente.

O MPRJ pediu, em caráter de urgência, a realização de audiência especial com os pais do menor, a avó e a empregada da família. “Assim, o que se vê é que o adolescente se encontra em evidente situação de risco, o que justifica a presente medida, que visa a não apenas garantir seus direitos fundamentais, mas, também, a fixar responsabilidades para os efeitos do ECA”, afirmou a Promotora.