A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) começou a semana no campo positivo. Após a volatilidade da primeira etapa dos negócios, o Ibovespa firmou-se no azul na parte da tarde e marcou a terceira valorização consecutiva. Dados preliminares mostram que, após oscilar entre 65.461 e 66.743 pontos, o índice fechou o pregão com valorização de 1,22%, aos 66.557 pontos. O giro financeiro atingiu R$ 5,555 bilhões.
Na sexta-feira passada, o Ibovespa havia avançado 1,82%, aos 65.755 pontos. Entre os ativos de maior peso sobre o Ibovespa, Vale PN subiu hoje 1,85%, a R$ 50,59; Petrobras PN ganhou 1,32%, a R$ 26,75; OGX Petróleo ON ganhou 1,93%, a R$ 17,94; Itaú Unibanco PN teve valorização de 0,74%, a R$ 36,38; e BM&FBovespa ON se apreciou em 1,26%, a R$ 12,02. No mercado americano, as bolsas seguem abertas. Há pouco, o índice Dow Jones caía 0,06%, enquanto o Nasdaq subia 0,20% e o S&P 500 tinha alta de 0,18%.
Nesta segunda-feira, o dólar comercial oscilou apenas R$ 0,005 entre máxima e mínima, antes de fechar com leve alta de 0,11%, a R$ 1,669 na venda. O giro no interbancário foi de US$ 1,7 bilhão. Na roda de pronto da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F) o dólar pronto avançou 0,12%, para R$ 1,668. O volume subiu de US$ 195,5 milhões para US$ 326 milhões.
Também na BM&F, o dólar para março apresentava alta de 0,17%, a R$ 1,6735, antes do ajuste final de posições. Na avaliação do gerente de operações da B&T Associados Corretora de Câmbio, Marcos Trabbold, parte desse marasmo no mercado de câmbio pode estar relacionada à necessidade dos bancos de reduzir suas posições vendidas para se enquadrarem nas novas regras do Banco Central (BC). Vale lembrar que em janeiro, o BC tomou medidas visando limitar o tamanho da posição vendida em dólar à vista, instituindo a cobrança de compulsório sobre posição que ultrapassar US$ 3 bilhões ou o património de referência.
Segundo Trabbold, os dólares que entram no país e não são vendidos ao BC são utilizados para esse ajuste de posição vendida. Com isso, não há uma sobreoferta de moeda. No entanto, também não há compradores relevantes no mercado além da autoridade monetária, justamente em função dessa expectativa positiva com relação ao ingresso de divisas no país. O que se tem é um mercado mais "equilibrado".