O Santander reduziu o ritmo de compra de carteiras de bancos menores. O saldo das carteiras compradas registrado no balanço do banco espanhol caiu pela metade em 2010, de 4,2 bilhões de reais em dezembro de 2009 para 2,2 bilhões de reais no mesmo mês do ano passado.

O presidente do banco, Fábio Barbosa, diz que esse não foi um movimento isolado do Santander, mas de todos os grandes bancos. Desde que foi descoberto o rombo de 2,5 bilhões de reais do Panamericano, em novembro, o mercado de cessão de carteiras parou. Os bancos mais afetados são os que operam com consignado e veículos, principais carteiras vendidas pelo Panamericano.

Segundo Barbosa, a central que vai reunir os dados sobre cessão de carteira deve começar a operar no final deste trimestre ou começo do próximo. A expectativa é que, com mais informações disponíveis sobre a cessão de carteiras, esse mercado volte a se aquecer. A cessão de carteiras é uma das principais formas de captação de bancos médios.

A central está sendo montada pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban). A Câmara Interbancária de Pagamentos (CIP), que também pertence aos bancos, é que vai reunir as informações sobre carteiras vendidas por bancos pequenos e médios e as compradas pelos grandes bancos. Isso vai evitar problemas contábeis, como os do Panamericano, que chegou a contabilizar a mesma cessão de carteiras duas vezes.