Após o pedido de prisão feito pelo desembargador Orlando Manso contra o ex-deputado estadual Cícero Fero (PMN) e a prisão na madrugada de hoje do ex-deputado federal Francisco Tenório, o procurador-geral do Ministério Público, Eduardo Távares informou que em breve outros processos contra João Beltrão (PRTB), Cicero Ferro (PMN) e Francisco Tenório (PMN), que não conseguiram se reeleger, devem prosseguir de forma mais rápida, devido ao fim do foro privilegiado, que permitia que eles só respondessem em esferas superiores da justiça.
Ele explicou que os processos relacionados a crimes de homicídio devem voltar para as Comarcas de origem e serão novamente analisados pelo promotor local e pelo juiz de 1° grau. Já os processos referentes ao desvio de mais de R$ 300 milhões na Assembleia Legislativa, continuarão no Tribunal Regional Federal da 5° região, em Recife.
“É natural que em alguns dias as autoridades locais tomem as devidas providências sobre esses processos relacionados a crimes de homicídio. No caso do Francisco Tenório os processos, que antes estavam na justiça federal, irão tramitar na justiça comum, por ele ter perdido o foro privilegiado. Na medida em que os fatos forem se desenrolando todos os processos serão retomados”, afirmou o procurador do MP que foi entrevistado antes da prisão do ex-deputado federal.
Questionado sobre a composição da Nova Mesa Diretora da ALE, que tem como vice-presidente o deputado estadual Antônio Albuquerque, também indiciado pela Operação Taturana, Eduardo Távares ressaltou que a população alagoana teve a oportunidade de dar a resposta as más condutas dos parlamentares nas últimas eleições, mas mesmo assim, os deputados acusados de crimes se reelegeram.
“Os deputados foram eleitos e não é ilegal que façam parte da Mesa Diretora da Assembleia. Quanto a isso não a nada o que fazer, porque eles não foram condenados nem estão afastados e sim, processados, o que é diferente. Mas, a volta dos indiciados pela Operação Taturana é lamentável. Os eleitores tiveram chance de aprovar ou reprovar a atitude dos parlamentares, afinal, se eles podem ser deputados também podem, inclusive, compor comissões”, destacou.
