O ciclone Yasi, um dos mais fortes a ameaçar a Austrália em um século, perdeu força depois de provocar graves danos materiais no país. Graças às medidas de precaução do governo e ao desvio da rota do furacão, não há registros de mortos ou feridos. Antes do Yasi chegar ao território, autoridades haviam emitido diversos alertas, dizendo que se tratava de “uma ameaça extremamente séria à vida e à propriedade”.

O ciclone, que atingiu a categoria 5, a máxima possível, chegou ao país por volta de meia-noite. Rajadas de vento de até 290 km/hora arrancaram telhados, derrubaram árvores e destruíram postes de energia elétrica. Toda a costa do estado de Queensland ficou sem energia elétrica. As cidades mais atingidas foram Tully, Mission Beach e Cardwell, onde centenas de casas foram destruídas.

Apesar de duas pessoas ainda estarem desaparecidas, não houve registros sobre mortos ou feridos. “Eu estou muito aliviada esta manhã. Mas me preocupo pois estes relatos são muito imediatos”, disse a governadora do estado, Anna Bligh. “Há um longo caminho para dizermos que escapamos de todos os riscos”.

Segundo as autoridades, um plano de retirada de milhares de pessoas e o leve desvio da trajetória do ciclone para o sul explicam a ausência de vítimas. Na tarde da última quarta-feira, 10.680 pessoas já lotavam os abrigos. O governo pediu aos moradores que permaneçam nos locais, já que os ventos ainda são fortes, assim como as tempestades ao logo da costa.

"Há um risco de rápida elevação das águas e de inundações, a energia elétrica está cortada e algumas áreas do estado se encontram na trajetória do ciclone", afirmou a primeira-ministra australiana, Julia Gillard.

Os serviços de meteorologia advertiram que o Yasi era a primeira tempestade tropical de categoria 5 a passar pela região desde 1918. Porém, nesta quinta-feira, ele perdeu força e foi rebaixado à categoria 2 na escala Saffir-Simpson.