Goretti Brandão
O artista alagoano Eliezer Setton se apresentou ontem à noite no Teatro Gustavo Leite, como parte da programação de abertura do 26º Salão de Arte da Marinha, para um público significativo composto por representantes do corpo da Marinha, patrocinadores, convidados e artistas.

Com um repertório musical bem vermelho, azul e branco, cores da bandeira das Alagoas, o cantor e compositor soube conduzir a platéia entusiasmada que o acompanhou em dezenas de canções pitorescas. Por vezes, de sua autoria, outras, colhidas e extraídas com o critério, uma de suas marcas pessoais, que demonstra a conduta de pesquisador de Setton, quando se trata de trazer para seus trabalhos, elementos que estão no cerne da cultura popular alagoana.

Entre uma música e outra, o artista conversava com o público. Uma conversa descontraída, inteligente e cheia de humor, preenchida de informações e curiosidades, sobre cada interpretação que viria em seguida. Hinos, dos conhecidos times de futebol, CRB, CSA e ASA, da autoria do compositor foram cantados. Gritos e aplausos sacudiam o público. Foi grande a empatia e a interação entre artista e platéia.

O show de Eliezer Setton encantou a todos e consagrou a abertura do acontecimento. Tudo muito bem costurado com o espírito que o evento propaga: a promoção da cultura, a revelação de talentos, a injeção de ânimo e esperança, da qual não só os artistas visuais, mas a diversidade das expressões artísticas de Alagoas sente necessidade.

A exposição aberta ao público, das 14h às 22h até o dia 14 de fevereiro, é uma ‘pequena’ mostra da arte contemporânea que é feita em Alagoas. E é também algo grande. Grande e louvável, não pelas dimensões físicas do espaço, mas pelo desempenho daqueles que promovem a arte indo buscá-la pela mão e expandindo o seu território. Grande ainda, pelos nomes que a arte alagoana segue escrevendo sobre os céus da bandeira das Alagoas, a Estrela Radiosa, magna estrela, onde é justo que brilhem como luzes, a criação de todos os artistas. Que testemunhe a verve alagoana de Eliezer Setton.