O Museu Egípcio foi incendiado nesta quarta-feira (2) por coquetéis molotov lançados pelos participantes dos confrontos registrados na praça Tahrir, no centro do Cairo, segundo a rede de televisão Al Jazeera.
Fontes dos serviços de segurança disseram à Agência Efe que o fogo não afetou o prédio, mas os jardins que cercam o museu.
Segundo a Al Jazeera, dezenas de coquetéis molotov estão sendo lançados contra uma das laterais do museu a partir dos terraços de prédios vizinhos. A instituição fica na praça Tahrir, epicentro das manifestações.
Enquanto isso, o Exército tenta sufocar as chamas na praça, onde manifestantes prós e contra o regime do presidente Hosni Mubarak entraram em confronto.
Uma testemunha disse à Al Jazeera que "policiais e pistoleiros do PDN", o governante Partido Nacional Democrático, lançaram supostamente coquetéis molotov contra o museu e garantiu que têm em seu poder carteiras policiais e de membros da formação política de Mubarak encontradas com os supostos atacantes.
A testemunha garantiu que conseguiram capturar "46 pistoleiros" que foram entregues aos soldados e assinalou que o Exército fez alguns disparos para o ar.
Após a retirada da polícia das ruas na sexta-feira à noite, o museu, que guarda joias da época faraônica, como o tesouro achado no túmulo do rei Tutancâmon, foi vítima do vandalismo.
O recém-nomeado ministro de Estado de Antiguidades, Zahi Hawass, assinalou que durante os atos de vandalismo 70 peças foram danificadas.