Faltando um mês para completar um ano do maior escândalo da igreja Católica no Brasil, onde padres foram acusados por pedofilia, na cidade de Arapiraca, agreste de Alagoas, o Ministério Público que investiga o caso, ainda analisa autos processuais para concluir toda investigação para saber se existiu extorsão dos ex-coroinhas.

De acordo com o promotor José Neto, dentro de uma semana termina todo o trabalho de investigação que envolvem religiosos e coroinhas. O Ministério Público avalia se existiu ou não extorsão por parte dos coroinhas, Cícero Flávio, Andreson Farias e Fabiano Silva.

“Estamos analisando se existiu extorsão para que o vídeo não fosse divulgado. Dentro de uma semana estamos terminando nossos trabalhos e enviaremos todos os autos para a justiça”, disse José Neto.

Em depoimento a Polícia Civil, o monsenhor Luiz Marques, que aparece nas imagens mantendo relações com o ex-coroinha Fabiano Silva, garantiu que não houve extorsão, já o monsenhor Raimundo Gomes afirmou que os coroinhas pediram R$ 5 milhões para que o vídeo não fosse divulgado.

O CadaMinuto apurou com vizinhos do monsenhor Raimundo que o sacerdote comenta pelas ruas de Arapiraca, que é inocente e voltaria às atividades religiosas, no mês que vem, após receber uma carta enviada pelo Bispo Dom Valério Breda autorizando o retorno.

A sociedade espera ansiosa o desdobramento do maior escândalo envolvendo padres da igreja católica que mantinham relações sexuais com coroinhas. O Papa Bento XVI, ainda não se pronunciou se os padres, Enaldo da Mota, Edilson Duarte, Luiz Marques e Raimundo Gomes serão punidos, ou não, pelo vaticano.