A Igreja Católica de Cuba anunciou nesta quarta-feira a libertação de quatro presos políticos fora do Grupo dos 75, dos quais 11 permanecem detidos.
Como em ocasiões anteriores, o Arcebispado de Havana divulgou uma nota para informar sobre a libertação de Víctor Jesús Hechavarría Cruz, Osmel Arévalos Núñez, Alexis Borges Silva e Rodrigo Gelacio Santos Velázquez, que aceitaram a condição de ir à Espanha.
Desse grupo, a opositora Comissão Cubana de Direitos Humanos e Reconciliação Nacional (CCDHRN) só tem registrado como preso por motivos políticos Alexis Borges, condenado em 1999 a 15 anos de prisão por "pirataria".
O comunicado do Arcebispado indica que já somam 60 os prisioneiros cubanos que aceitaram a proposta de sair da prisão e partir imediatamente para a Espanha.
A partir do diálogo aberto em maio de 2010 com a Igreja Católica da ilha e apoiado pela Espanha, o Governo cubano anunciou a libertação dos 52 presos do chamado Grupo dos 75 que ainda estavam presos, dos quais 40 foram libertados sob a condição de viajar para Madri.
Ainda permanecem na prisão 11 presos do Grupo dos 75 condenados durante a "Primavera Negra" de 2003, que se negam a viajar à Espanha como condição para sua libertação.
Desses, o único que foi libertado e permaneceu em Cuba é Arnaldo Ramos Lauzurique, quem saiu de prisão em novembro passado com uma "licença extra penal por razões humanitárias".
Sobre esse grupo de 11 opositores que ainda permanecem na prisão, o cardeal Jaime Ortega, máxima autoridade católica na ilha, disse no início de janeiro que tem a "certeza moral" de que eles serão libertados nos próximos meses, e acrescentou que também terão continuidade as libertações de outros presos políticos.
"Existe a promessa clara e formal do Governo cubano de que todos esses prisioneiros serão postos em liberdade", reiterou Ortega.