Se depender de declarações dos senadores, a reforma política deverá ser uma prioridade nesse início de nova legislatura.
Algumas lideranças que assumem nesta terça-feira cadeiras no Senado apontaram essa reforma como prioritária, entre elas o provável presidente reeleito do Senado, José Sarney (PMDB-AP).
Ao chegar ao Congresso pela manhã, Sarney apontou a reforma política como principal objetivo do primeiro ano da nova legislatura.
"A minha experiência é de que aqui na Casa se não votarmos a reforma política, a partir do segundo ano é impossível votarmos, porque a partir daí, de certo modo, os grupos corporativistas se manifestam e não permitem que isso ande", disse o senador.
Na mesma linha, o novo líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), disse que "se depender do PT a reforma política será prioridade".
A provável nova primeira vice-presidente, Marta Suplicy (PT-SP), também defendeu a realização da reforma e disse que "de todas as reformas é a mais importante". Ela ponderou, no entanto, que a discussão dependerá de negociações.
A necessidade de mudanças no sistema política também encontrou eco fora da base governista. Para o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), candidato que enfrenta Sarney na disputa pela presidência da Casa, essa reestruturação é urgente.
"O Brasil precisa urgente de uma reforma política. Uma reforma que protagonize a sociedade brasileira", disse.